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Uma trovoada, cem politicos e fish&chips

Meio mundo está reunido em Glasgow para discutir as alterações climáticas. Esta é a vigésima sexta conferência sob a “marca” COP. As Partes, entenda-se países ou blocos de países, como a União Europeia, têm-se reunido para debater as alterações climáticas. Falam, esperneiam, prometem, juram e todos estão de acordo que é preciso mudar, no entanto, tem-se visto pouca ou nenhuma vontade de o fazer.
 
Não se incentiva a diminuição do consumo de recursos; não se incentiva a partilha de tecnologia e meios para acelerar o processo de descarbonização; pouco se faz para incentivar formas de vida mais sustentável; não há vontade nem interesse político dos países mais ricos se solidarizarem com os mais pobres – e menos poluidores . Os exemplos que vêm de cima continuam enfermos em vistas curtas e repletos de um cinismo alucinante.
 
Estas cimeiras deviam deixar de ser uma cimeira das partes para passarem a uma cimeira do Todo. As partes, partem-se em arranjos socioeconómicos alheios ao facto de enquanto não actuarem como um todo continuamos a cavar a nossa sepultura como afirmou o Secretário Geral das Nações Unidas.