RECEBA AS NOSSAS NEWSLETTERS

Geral

Fotografia

Trekking e montanha

Aventura

tel: +351 218 452 689
geral@papa-leguas.com

ENCONTRE A SUA VIAGEM

...apenas viagens novas

por palavra-chave

pesquisa avançada »

QUANDO E ONDE

| viagens | actividades |

consulte o nosso calendário geral:

Home » Outros » África » Polónia » À descoberta de Cracóvia


À descoberta de Cracóvia

5 dias de viagem. Short-break cultural. Alojamento em hotel. Acompanhamento do tour leader Agostinho Mendes.

Itinerário detalhado - Legenda (P: Pequeno almoço A: Almoço J: Jantar)

Dia 1:  Voo cidade de origem - Cracóvia.
Alojamento: Hotel
     mais...
Dia reservado ao voo entre Portugal e a Polónia. Ao início da noite, em horário e local a designar, encontro para o grupo se conhecer e receber informação de última hora sobre a viagem. Resto de dia livre.
Dia 2:  Kazimierz - Castelo Wawel - Museu Oskar Schindler - Gueto.
Alojamento: Hotel
Refeições: P     mais...
O dia começa com a visita do incontornável bairro judeu de Kazimierz. Historicamente, o que hoje é uma zona completamente integrada na cidade, teve outrora o estatuto de cidade independente, decretado pelo Rei Casimiro III, em 1335. Até finais do século XV, foi essencialmente uma cidade mercantil que procurou competir com a capital do reino, à data Cracóvia. Há, no entanto, um marco na sua história: o ano de 1495. Trata-se do ano em que Kazimierz recebeu uma parte muito significativa dos judeus expulsos da parte ocidental de Cracóvia, resultado dos planos para expansão do campus universitário da cidade. O tempo ditou que a comunidade se desenvolvesse e tornasse muito influente na parte oriental do bairro, ao contrário dos cristãos, que mantiveram apenas o seu domínio na parte ocidental. São precisamente estes contrastes que vamos explorar durante a manhã, com visitas a sinagogas, igrejas, cemitérios ou ruas e praças que escondem marcos importantes da história.
 
Depois do almoço, onde iremos procurar degustar algumas das iguarias da gastronomia tradicional, prosseguimos para o Castelo de Wawel. Tendo recebido o nome da colina onde está instalado, o castelo começou por ser uma fortificação em madeira, que remonta a um período anterior ao século XIII. Em 1265 começaram as construções dos primeiros edifícios em pedra, depois substancialmente remodelados e ampliados, durante o reinado de Casimiro III. O castelo de Wawel é um tesouro do ponto de vista histórico, contanto com fragmentos arquitectónicos transversais a diferentes períodos. É isto que iremos perceber durante as visitas que temos programadas para duas áreas distintas do completo. Merece ainda nota de destaque a Catedral de Wawel ou, como também é conhecida, a Real Basílica dos Santos Estanislau e Venceslau. Com uma história superior a 900 anos, é um dos santuários do país, um panteão e o local onde tradicionalmente foram coroados os monarcas polacos. Concluída a visita do castelo, descemos em direcção ao Rio Vístula, local onde daremos conta de uma interessante fábula que envolve um perigoso dragão.
 
Sempre junto às margens do belo rio que atravessa Cracóvia, espera-nos uma agradável caminhada, com pouco mais de meia hora, que nos levará ao Museu Fábrica de Oskar Schindler. Anterior à ocupação nazi, o edifico acolheu durante a guerra os escritórios da Deutsche Emailwarenfabrik (DEF), uma fábrica de utensílios metálicos e de esmaltagem, essencialmente vendidos ao exército alemão. Trata-se da conhecida fábrica de Oskar Schindler, local central de um dos filmes mais icónicos da obra cinematográfica se Steven Spielberg. Depois de anos ao abandono, ou utilizações esporádicas por parte de algumas empresas, o governo da cidade decidiu avançar com um ambicioso projecto de reconversão que, se por um lado, pretende homenagear Oskar Schindler - o homem que através de uma lista com nomes salvou 1100 judeus dos campos de concentração -, por outro, deseja dar a conhecer os tempos que se viveram durante a ocupação (1939-1945). Entre a muita informação disponível, cheia de documentos originais daquela época, o museu conta com várias réplicas de espaços, lojas, interiores de transportes públicos e até ruas. O escritório de Oskar Schindler foi também recuperado é uma cópia muito aproximada do que terá sido utilizado pelo empresário.
 
Agora que estamos munidos de mais informação sobre aquele que foi um dos períodos mais negros vividos pela cidade, facto que nos levará a obter respostas para muitas perguntas, dirigimo-nos para o local onde mais se terá materializado o terror: o Gueto de Cracóvia. Criado em 1941, no distrito de Podgórze, o gueto ocupou uma área de 20 hectares, totalmente muralhada, e com apenas 3 entradas. O interior contou com 320 construções, distribuídas através de 30 ruas e de onde foram expulsos os seus cerca de 3 mil habitantes. Foi um local apenas destinado aos judeus e foi ali que se concentraram entre 15 e 16 mil pessoas, sempre em condições sub-humanas. Hoje já não existem muitos vestígios do antigo gueto mas, ainda assim, iremos visitar fragmentos dos antigos muros, alguns dos edifícios mais emblemáticos e a Plac Bohaterów Getta, a grande praça onde era efectuada a selecção dos judeus a deportar para os campos de concentração, hoje um espaço de homenagem a todos os heróis do gueto.
Segue-se o jantar, quem sabe num Milk Bar, um dos legados da Polónia comunista.
Dia 3:  Minas de Wieliczka - Centro histórico de Cracóvia.
Alojamento: Hotel
Refeições: P     mais...
Depois de tomado o pequeno-almoço, o destino é a grande estação ferroviária da cidade - Kraków Glówny -, local onde iremos apanhar o comboio para Wieliczka, uma das grandes atacções da nossa viagem. Exploradas desde o século XIII, as Minas de Wieliczka são uma das minas de sal mais antigas do mundo, contanto com cerca de 300 quilómetros de tuneis e uma profundidade que atinge os 327 metros. Considerada como a "A Catedral de Sal subterrânea da Polónia", é Património Mundial da UNESCO desde 1978 e, ao receber anualmente mais de um milhão de visitantes, é seguramente um dos monumentos mais importantes do país. Durante a nossa visita, vamos atravessar tuneis marcados por séculos de história, deixar-nos impressionar por cavernas colossais, meditar numa igreja a 100 metros de profundidade ou saber mais sobre as inúmeras personalidades que já por ali se aventuraram. Preparados para descer às entranhas da terra?
 
De volta à superfície, é tempo de almoçar e regressar a Cracóvia. O resto do dia será passado no centro histórico, também ele declarado Património da Humanidade pela UNESCO. A entrada far-se-á através da Torre Florianska, uma das antigas portas da cidade. Estamos numa das ruas comerciais mais importantes da cidade e uma das muitas vias de acesso à Praça do Mercado ou, como aqui é conhecida, Rynek Glówny: a maior praça medieval da Europa com uns impressionantes 40.000 m². A praça está rodeada de edifícios e palácios com vários séculos, na sua maioria em estilo neoclássico, mas há três que se destacam: o Mercado dos Tecidos, construído originalmente no século XIV, destruído por um grande incêndio em 1555 e reconstruído ou remodelado várias vezes; a Torre do Relógio, com 70 metros de altura, que é o que resta da antiga câmara municipal, destruída em 1820; e a Basílica de Santa Maria, a igreja mais famosa da cidade, em estilo gótico e com retábulo de 12 metros de altura, em madeira, que é o maior da Europa. Não muito longe da Rynek Glówny, há ainda tempo para visitar a Universidade de Cracóvia. Mandada construir pelo Rei Casimiro III, em 1364, é a segunda universidade mais antiga do mundo e foi local de estudo para personalidades como João Paulo II ou Copérnico.
Dia 4:  Cracóvia - Campos de Concentração Auschwitz / Birkenau.
Alojamento: Hotel
Refeições: P     mais...
O dia começa bem cedo, pois espera-nos uma viagem de autocarro, com cerca de 1h30, até à cidade de Oswiecim. Situada a 60 quilómetros a Oeste de Cracóvia, trata-se de uma cidade pacata, sem grandes pontos de interesse, com excepção de um: os Campos de Concentração de Auschwitz / Birkenau ou, como também são conhecidos, o maior lugar de morte da segunda guerra mundial. Com mais de 2 milhões de visitantes em 2016, um recorde absoluto desde a fundação do museu, os Campos de Concentração de Auschwitz / Birkenau marcam um dos períodos mais trágicos da nossa civilização. São um dos símbolos máximos do extremismo ideológico, da insanidade do homem, do desrespeito pela vida humana, da crueldade barata...
 
Construído em 1940, por ordem de Heinrich Himmler, com o aproveitamento de uma área onde se encontravam antigos alojamentos da artilharia do exército polaco – área conhecida como Auschwitz I e onde está hoje instalado o museu –, rapidamente se percebeu da sua insuficiência para a atingir um dos principais propósitos do regime nazi: a Solução Final, ou seja, o extermínio total dos judeus. É por isso dada ordem para construção de um segundo campo, apenas a 3 quilómetros do primeiro, ao qual é dado o nome de Auschwitz II – Birkenau. A sua área é imensa, difícil de descrever e onde só uma visita permite compreender a verdadeira dimensão da monstruosidade que aqui ocorreu. É difícil precisar o número de vidas humanas que aqui terão perecido, já que muito prisioneiros nunca terão sido registados e muita documentação foi destruída pelas tropas SS nos últimos dias da guerra. Em qualquer dos casos, é mais ou menos consensual que terão aqui sido ceifadas cerca de 1,1 milhões de vidas humanas. A UNESCO inscreveu os Campos de Concentração de Auschwitz / Birkenau, em 1979, na lista de património mundial da humanidade.
 
É um dia pesado, mas ao mesmo tempo essencial para melhor percebermos um dos períodos mais trágicos da nossa história colectiva. Ao final da tarde regressaremos a Cracóvia, onde nos esperará um jantar de despedida, decerto muito apropriado para partilharmos experiências.
Dia 5:  Voo Cracóvia - cidade de origem.
Refeições: P     mais...
Estamos no último dia da nossa viagem que, apesar de curta, acreditamos irá ficar impressa da memória de todos. Entre muitas coisas, há marcos na história que precisamos conhecer, pois só assim estará ao nosso alcance impedir que se voltem a repetir.
Consoante o horário do voo de regresso de cada um, o dia será inteiramente livre para a compra de souvenirs, outras visitas ou simplesmente para descansar.
Veja mais
  e partilhe

Testemunhos

 
Cremilda R  
- 08/05/2018 11:23:22
  À descoberta de Cracóvia

Uma viagem fantática! Um grupo fantástico! Um tour laeder entusiasmante e conhecedor do circuito, do melhor que se pode ter! Obrigado Agostinho Mendes!

Mais...
 
O seu nome *:
O seu e-mail *:
O nome do seu amigo*:
O e-mail do seu amigo*:

* campo obrigatorio