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Não viaja quem pode. Viaja quem quer.


Uma das centenas de frases inspiradoras que circulam no ciberespaço sobre a “arte” de viajar afirma que essa “arte” é a única atividade que podemos comprar e que nos torna mais ricos.
 
Porém, não é raro ouvir dizer que viajar é caro e que é necessário ser rico para partir. Na minha opinião, nada mais errado.
 
Um amigo, comentava há dias comigo que não tinha dinheiro para viajar. O sonho dele era conhecer o norte da europa, começando em Berlim e avançando para Este, rumo à Polónia e Rússia.  Tentei explicar-lhe que não tinha que ser necessariamente caro fazer essa viagem, tudo dependia do tempo disponível e do grau de conforto – não quero usar o termo luxo – que estivesse disposto a usufruir.
 
A conversa não evoluiu muito para além das lamúrias e das queixas sobre o custo de viajar.
 
Conversa puxa conversa, e entre duas cervejas, fiquei a saber que o meu amigo não dispensa jantar fora pelo menos uma vez por semana num dos restaurantes in da cidade. Não dispensa uma ida quinzenal ao estádio da luz – e aqui até o compreendo – para ver jogar o Benfica. Não dispensa duas ou três idas mensais ao cinema. Não dispensa o último modelo do telemóvel da maçã mais famosa do mundo. Não dispensa trocar o carro pelo metro para ir para o trabalho, sabendo que tem uma estação à porta de casa e outra a 50 metros do escritório. São muitas coisas que ele não dispensa. Apenas dispensa viajar, porque ... é caro.
 
Viajar é, como tantas coisas na vida, um compromisso com nós próprios. É um assumir de que se tem sede de ver, aprender e partilhar. Como tal, viajar é uma prioridade, e nestas coisas de prioridades, ou as pomos à frente de outras, ou arranjamos sempre desculpas para não as fazer.
 
Artur Pegas